Há alguns dias tive a oportunidade de ver uma das coisas mais belas da minha vida: o espetáculo Alegría do Cirque du Soleil. Apesar do nome, como acredito que a maioria saiba, não se trata simplesmente de um circo. As apresentações dessa companhia são compostas de diferentes tipos de arte, não apenas circenses, e é isso que faz toda a diferença para torná-la a melhor do mundo. Ao invés de, como acontece nos outros circos, o artista simplesmente entrar, demonstrar suas habilidades e depois sair, dando lugar a outro que faz a mesma coisa, no caso do Cirque de Soleil há uma conexão entre as apresentações, uma história que conduz a trama, além da música, ao vivo, que dá um tempero diferenciado. A união perfeita entre circo, teatro, música e canto, isso sem falar da qualidade absoluta de produção e iluminação, criam uma das mais impressionantes demonstrações artísticas que existem. É indescritivelmente emocionante. Assista, nem que seja em DVD, e comprovará as minhas palavras.
Um grande abraço a todos
Até mais
segunda-feira, 31 de março de 2008
domingo, 23 de março de 2008
De carro se chega mais rápido. Será?
Há algum tempo ouvi alguém comentando sobre uma reportagem que dizia que, até 2014, o trânsito da cidade de São Paulo vai entrar em colapso. Uns dias atrás, no ônibus, em meio a um congestionamento infernal, um passageiro conversava com o motorista e disse que centenas de automóveis são "emplacados" por dia na cidade. Eu, que atingi a maioridade há pouco mais de um ano, vejo muitos amigos querendo comprar um carro, o que está ficando cada vez mais fácil: há como parcelar em dezenas de meses a taxas de juros muito baixas.
Não sei exatamente em que ano ou década foi, mas o Brasil cometeu um erro grave quando decidiu optar por rodovias ao invés de ferrovias. Mais uma vez o governo sucumbiu à pressão de empresas transnacionais. Porém isso foi só o começo. Depois veio a propaganda e colocou o carro num outro nível, fazendo-o se transformar num sonho de consumo, algo que traz não apenas uma forma mais ágil e confortável de se locomover, mas um símbolo de poder e status social. O resultado é o que vemos nas ruas atualmente.
Talvez as coisas não sejam tão simples assim, entretanto não acho exagero imaginar que, caso houvesse a alternativa de se viajar em trens de qualidade e com conforto, sendo eles mais rápidos, certamente seriam preferência. Para as indústrias seria ainda melhor, já que o transporte rodoviário, usado atualmente, é muito mais caro. E, sendo bom pra indústria, certamente o povo iria se beneficiar indiretamente.
Outro ponto importante é a poluição gerada pelos automóveis. Não comento sobre aquecimento global porque não há provas nem mesmo de que isso esteja acontecendo ou vá acontecer (falei sobre isso numa postagem anterior), mas quanto à qualidade do ar não há discussão: carros a pioram, e muito.
Antes que fique alguma dúvida, quero dizer que não, não odeio carros, pelo contrário, gosto de coisas que trazem conforto, mas seu uso deve ser consciente. Qual a vantagem de ter um carro pra ficar preso todo os dias em congestionamentos que não acabam mais? Como já citei, o carro serve pra nos transportar com mais agilidade e conforto; num congestionamento não se vê nenhum dos dois. Claro, a maioria esmagadora dos automóveis contém apenas o motorista, sendo que seria possível haver mais 3 ou 4 pessoas, ocupando o mesmo espaço na rua (a respeito disso, vi um estudo que mostrava que um carro ocupa, proporcionalmente, 8 vezes mais espaço do que um ônibus).
Em muita cidades pelo mundo foram tomadas medidas para diminuir o volume do trânsito. Uma que acho interessante é a cobrança de uma espécie de pedágio, em determinados pontos da cidade, de carros com menos de 3 ocupantes. Além de estimular o uso racional desse meio de transporte, ainda contribui para aproximar as pessoas. Não é ótimo?
Um abraço
Não sei exatamente em que ano ou década foi, mas o Brasil cometeu um erro grave quando decidiu optar por rodovias ao invés de ferrovias. Mais uma vez o governo sucumbiu à pressão de empresas transnacionais. Porém isso foi só o começo. Depois veio a propaganda e colocou o carro num outro nível, fazendo-o se transformar num sonho de consumo, algo que traz não apenas uma forma mais ágil e confortável de se locomover, mas um símbolo de poder e status social. O resultado é o que vemos nas ruas atualmente.
Talvez as coisas não sejam tão simples assim, entretanto não acho exagero imaginar que, caso houvesse a alternativa de se viajar em trens de qualidade e com conforto, sendo eles mais rápidos, certamente seriam preferência. Para as indústrias seria ainda melhor, já que o transporte rodoviário, usado atualmente, é muito mais caro. E, sendo bom pra indústria, certamente o povo iria se beneficiar indiretamente.
Outro ponto importante é a poluição gerada pelos automóveis. Não comento sobre aquecimento global porque não há provas nem mesmo de que isso esteja acontecendo ou vá acontecer (falei sobre isso numa postagem anterior), mas quanto à qualidade do ar não há discussão: carros a pioram, e muito.
Antes que fique alguma dúvida, quero dizer que não, não odeio carros, pelo contrário, gosto de coisas que trazem conforto, mas seu uso deve ser consciente. Qual a vantagem de ter um carro pra ficar preso todo os dias em congestionamentos que não acabam mais? Como já citei, o carro serve pra nos transportar com mais agilidade e conforto; num congestionamento não se vê nenhum dos dois. Claro, a maioria esmagadora dos automóveis contém apenas o motorista, sendo que seria possível haver mais 3 ou 4 pessoas, ocupando o mesmo espaço na rua (a respeito disso, vi um estudo que mostrava que um carro ocupa, proporcionalmente, 8 vezes mais espaço do que um ônibus).
Em muita cidades pelo mundo foram tomadas medidas para diminuir o volume do trânsito. Uma que acho interessante é a cobrança de uma espécie de pedágio, em determinados pontos da cidade, de carros com menos de 3 ocupantes. Além de estimular o uso racional desse meio de transporte, ainda contribui para aproximar as pessoas. Não é ótimo?
Um abraço
sábado, 15 de março de 2008
Egoísmo até após a morte?
Nossa! Faz tempo desde o último post. Dessa vez vou escrever sobre mais uma coisa que me ocorreu por causa do trabalho. Vamos lá...
Como acredito que já tenha falado, trabalho no fórum, e algumas vezes tenho que fazer carga de processos, ou seja, anotar no sistema que tal processo foi retirado do cartório, para os advogados, que, para tanto, apresentam a carteira da OAB. Eis que nesse documento há um campo que informa se a pessoa é ou não doadora de orgãos e tecidos. Tristemente, a maioria não é. Fico pensando num motivo para alguém não doar o que resta do seu corpo após a morte e não me vem outra coisa à mente a não ser crenças, religiões e outros tipos de fantasias. Uma pessoa racional e consciente certamente vai se propor a fazer essa doação post-mortem.
Também já ouvi falar de pessoas que acham que se forem doadoras abertamente - e especialmente se estiver escrito em algum lugar - poderão matá-las para tirar seus órgãos e doar pra outros. Parece-me um pensamento sem fundamento, já que o objetivo dos transplantes é salvar vidas, então matar alguém para isso seria um contra-senso. Além do que, mesmo que exista o risco de morrer para ter seus órgãos retirados, ele certamente é muito baixo, já que não se ouve falar de escândalos relacionados a isso. E mais: se é preciso matar gente saudável para doar os órgãos para outros é porque a maioria dos que morrem não permitiu a retirada dos seus. Se todo mundo se tornar doador, num futuro próximo, ao invés de ter gente pouco informada fantasiando a possibilidade de ser morta de repente, ouvir-se-á notícias de que há excesso de órgãos para doação. Mas para isso é preciso mudar a cabeça de muita gente, o que é bem difícil. Vou tentar fazer a minha parte com pessoas próximas. Faça você também a sua.
Um grande abraço a todos
Aproveitem o feriado, a única coisa boa que as religiões nos dam
Como acredito que já tenha falado, trabalho no fórum, e algumas vezes tenho que fazer carga de processos, ou seja, anotar no sistema que tal processo foi retirado do cartório, para os advogados, que, para tanto, apresentam a carteira da OAB. Eis que nesse documento há um campo que informa se a pessoa é ou não doadora de orgãos e tecidos. Tristemente, a maioria não é. Fico pensando num motivo para alguém não doar o que resta do seu corpo após a morte e não me vem outra coisa à mente a não ser crenças, religiões e outros tipos de fantasias. Uma pessoa racional e consciente certamente vai se propor a fazer essa doação post-mortem.
Também já ouvi falar de pessoas que acham que se forem doadoras abertamente - e especialmente se estiver escrito em algum lugar - poderão matá-las para tirar seus órgãos e doar pra outros. Parece-me um pensamento sem fundamento, já que o objetivo dos transplantes é salvar vidas, então matar alguém para isso seria um contra-senso. Além do que, mesmo que exista o risco de morrer para ter seus órgãos retirados, ele certamente é muito baixo, já que não se ouve falar de escândalos relacionados a isso. E mais: se é preciso matar gente saudável para doar os órgãos para outros é porque a maioria dos que morrem não permitiu a retirada dos seus. Se todo mundo se tornar doador, num futuro próximo, ao invés de ter gente pouco informada fantasiando a possibilidade de ser morta de repente, ouvir-se-á notícias de que há excesso de órgãos para doação. Mas para isso é preciso mudar a cabeça de muita gente, o que é bem difícil. Vou tentar fazer a minha parte com pessoas próximas. Faça você também a sua.
Um grande abraço a todos
Aproveitem o feriado, a única coisa boa que as religiões nos dam
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