domingo, 29 de junho de 2008

A dúvida

Ter dúvida é uma grande dádiva. Uma das maiores que se pode conseguir. A dúvida, se vista como realmente é, reflete nada menos que a possibilidade de escolha, algo que tem uma importância imensurável, pois remete a outro ponto crucial: liberdade. Claro que pode-se dizer que é uma liberdade limitada, já que não se pode escolher algo que não esteja entre as alternativas dadas. Porém, em boa parte dos casos, as alternativas não são simplesmente colocadas na sua frente, como numa prova de testes, mas devem ser criadas, e essa criação será baseada na personalidade da própria pessoa, ou seja, no fim das contas, a nossa maior limitação somos nós mesmos. Certamente inúmeros outros limites existem, mas muitos deles seriam derrubados não fosse a obscuridade da nossa visão.
Voltando à questão da dúvida, devo dizer que, muito embora ela tenha o potencial de levar consigo sua paz de espírito e algumas noites de sono, acredito ser muito saudável obrigá-la a estar presente na sua vida, em praticamente todos os aspectos. Não generalizo totalmente porque em certas partes da vida a segurança é muito importante, sendo esta, no sentido aqui utilizado, uma inimiga da dúvida, o que não quer dizer que ela - a dúvida - não existe, mas que saná-la, nesses casos, é prioridade máxima. Excetuados esses casos específicos, reforço a necessidade da dúvida.
Sempre que uma surge em nossa mente, temos a chance única de avaliar duas ou mais situações e escolher a melhor delas. Esse tempo que gastamos pensando sobre as possibilidades é muito útil, não apenas no processo de escolha em si, mas de forma geral, porque nos faz conhecer mais sobre nós mesmos.
Por isso sempre que passo por um momento de muita tranqüilidade já acho que há algo estranho. É bom dar um tempo às vezes, mas a dúvida logo volta...

Boa semana a todos!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

A Amazônia é nossa! Por enquanto...

Caramba! Nunca deixei passar tanto tempo entre duas postagens... Mais de um mês! Realmente tenho tido pouco tempo pra me dedicar a este blog. Mas, enfim, estou escrevendo novamente.
Há meses ou anos atrás, não sei com certeza, havia um hoax que circulava pela internet com imagens de livros estadunidenses de Geografia que mostravam a floresta amazônica como sendo território internacional. Na época, vários sites respeitados daqui mesmo do Brasil mostraram que aquilo não tinha fundamento, não existiam realmente aqueles livros.
Há algumas semanas, porém, no dia 18 de maio, li uma reportagem do G1 que comentava uma outra, do New York Times, intitulada De quem é a Amazônia, afinal?, a qual falava sobre uma certa idéia que tem ganhado força no plano político mundial e que deixa a maior parte dos brasileiros receosos: de que a Amazônia não é patrimônio exclusivo de país algum.
Vários fatores contribuem para o interesse internacional sobre a floresta, seja pela biodiversidade, seja pela importância em assuntos ligados a mudanças climáticas. E certamente o descaso dos brasileiros contribui para que os grandes líderes globais venham a conseguir atingir seus objetivos, até porque cria um certo álibi: se nós não conseguimos aproveitar (e ainda destruímos) algo tão importante, por que não permitir que outros tentem fazer um trabalho melhor? Atualmente pode parecer meio extremista, mas, dentro de alguns anos, dependendo da situação mundial, argumentos como esse podem ser relevantes e a pressão sobre o governo brasileiro pode ser tão grande que resistir poderia trazer mais problemas do que permitir a exploração da floresta.
Mas nada disso vai acontecer se o governo e a população mudarem a forma de agir. Políticas de incentivo a estudos na área não são muito difíceis de serem colocadas em prática e, além de ajudarem a salvar a floresta e a criar modos de explorá-la com racionalidade, ainda contribuem para o desenvolvimento científico; também para salvar a floresta, é necessário desenvolver formas de coibir a exploração descontrolada, aumentando e melhorando a fiscalização e tornando mais rígidas as penas para quem o fizer, por exemplo. Essa parte cabe ao governo. E à população fica o dever de cobrar e fiscalizar essas atitudes.


Um abraço
Até mais