Estou de volta, muito tempo depois...
Há uns dias vi uma reportagem sobre um padre que foi suspenso (não sei se é este o termo correto) por suas declarações sobre homossexualismo e uso de preservativos. Vários pontos me chamaram a atenção nessa história, então vamos a eles.
Primeiramente, segundo o próprio padre, que também é deputado federal, suas palavras foram ditas enquanto político, não religioso. Algumas perguntas surgem nesse ponto: como isso é possível? Ele tem duas opiniões diferentes, uma como padre e outra como deputado? É possível alguém sustentar duas visões completamente opostas desta maneira?
Em segundo lugar, é preciso comentar o que disse bispo. Sobre o motivo da suspensão, é muito simples: as palavras do padre contrariam as ordens do Vaticano. Analisando a hierarquia da igreja católica, aparenta ser um mero caso de obediência a um superior. Mas o problema não se resume a isso. Como é permitido, em nossa época, alguém com tanta influência sobre o povo defender publicamente a homofobia e o não-uso de preservativos? E ele ainda colocou como condição para o padre voltar às suas atividades normais que ele se retratasse sobre as declarações. Ou seja, além de expor seu preconceito e ignorância a todos, o bispo ainda tem o poder de exigir que outro faça o mesmo e não sofre punição alguma por isso...
Pra terminar, me parece importante diminuir o zoom sobre a situação e falar de forma mais geral. Todas as grandre religiões do mundo aprensetam, há séculos, idéias muito parecidas com a do catolicismo, com algumas pequenas mudanças para se adequar à época. Até quando estas idéias carregadas de todo tipo de preconceito serão aceitas com naturalidade pela sociedade?
Um abraço
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
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