segunda-feira, 21 de abril de 2008

Chamam isso de diversão...

Durante a última semana houve na minha cidade um rodeio. Antigamente eu só ouvia falar desse tipo de coisa ocorrendo no interior, mas parece que descobriram que dá muito dinheiro maltratar os animais. Agora até em uma das maiores cidades da grande São Paulo há essa barbaridade, e o pior é que o povo vai numa boa.
Nesse ponto é interessante comentar algo: todas as pessoas que conheço que foram ao rodeio o fizeram por causa dos shows que rolaram junto com ele. Pra mim isso não ameniza a situação, é como o capitão de um navio cargueiro dizer que não produz as armas, apenas as transporta ao país onde há a guerra. Ir aos shows é uma forma de estimular o evento a acontecer mais vezes.
Os defensores do rodeio dizem que se trata de um fenômeno cultural. Até o momento não entendi qual é a lógica do argumento. Em muitas tribos indígenas do Brasil, o canibalismo fazia parte da cultura. Tenho dúvidas se a prática seria aceitável hoje em dia, e isso foi apenas um dos muitos exemplos possíveis.
Sendo ou não um traço cultural, acho que o ser humano deveria usar um pouco mais a sua capacidade de raciocinar e refletir sobre quais práticas devem ser mantidas e quais não. Qual a graça de ver um animal pulando de dor tentando se livrar do que o está ferindo? É ridículo e cruel. Se você quer se divertir com um animal, adote um cachorro ou um gato e passe bons momentos com ele. Já se gosta de violência, vá assistir a lutas livres, torneios de boxe, de artes marciais e afins, ao menos aí os participantes estão presentes por espontânea vontade.

Fiquem bem
Até mais

terça-feira, 15 de abril de 2008

A beleza da verdade

O trecho a seguir pertence ao livro Desvendando o arco-íris, de Richard Dawkins, um dos maiores biólogos do planeta. É uma das coisas mais bonitas que já li, pois une a profundidade da mensagem com a precisão científica. Dawkins mostra que não é preciso fugir da realidade para sensibilizar as pessoas e que a Ciência não é necessariamente fria. Sem mais delongas, aí está o trecho: "Nós vamos morrer, e isso nos torna afortunados. A maioria das pessoas nunca vai morrer, porque nunca vai nascer. As pessoas potenciais que poderiam estar no meu lugar, mas que jamais verão a luz do dia, são mais numerosas que os grãos de areia da Arábia. Certamente esses fantasmas não nascidos incluem poetas maiores que Keats, cientistas maiores que Newton. Sabemos disso porque o conjunto de pessoas possíveis permitidas pelo nosso DNA excede em muito o conjunto de pessoas reais. Apesar dessas probabilidades assombrosas, somos eu e você, com toda a nossa banalidade, que aqui estamos...".
Espero que tenham apreciado. Haverá, certamente, outras postagens a respeito de textos de Richard Dawkins e temas relacionados, esta foi apenas a primeira.

Um grande abraço
Até breve

sábado, 12 de abril de 2008

Terceirismo?

Não sei se sou o único que notou isso, mas ao menos pra todos que falei não pareceu algo muito interessante... Enfim, o fato é que parece haver, no português falado brasileiro, uma tendência à terceira pessoa (ao menos em algumas regiões). Excetuando-se o "eu", todas as outras pessoas já tem alguma variante pra utilizá-la, especialmente a do singular. O uso do "você" no lugar do "tu" já é consagrado em São Paulo (imagino que em outros lugares também) e, mesmo onde o "tu" ainda persiste, muitas vezes a conjugação correta não o acompanha, sendo substituída pela da terceira pessoa. O "nós", novamente ao menos em São Paulo, é usualmente substituído por "a gente", que também força o uso da terceira pessoa do singular. O "vós" então... É impossível alguém usá-lo no cotidiano estando com todas as faculdades mentais em bom estado; talvez por isso seja bastante comum nos textos bíblicos.
Infelizmente não tenho muitas informações a respeito de outras regiões do país para saber se é um fenômeno nacional ou apenas regional, o que, claro, não o torna menos curioso - pelo menos para mim. Infelizmente também não conheço estudos que pretendam explicar o motivo dessa tendência. O fato é que ela existe e, ao contrário do que muitos devem estar achando, não é inútil entendê-la, já que o princípio que a causa pode ser o mesmo de outras mais relevantes para a Ciência.

A gente fica por aqui
Tschüss

domingo, 6 de abril de 2008

Saneamento, um grande problema

Acabo de ler uma reportagem sobre a situação sanitária no mundo, especialmente na Índia, que tem a pior de todas: mais de 750 milhões de pessoas não têm acesso a esgoto encanado lá, e nas cidades em que há, em geral é muito precário. E o pior de tudo não é isso: a Índia é divida em castas, um sistema que impede a pessoa de progredir socialmente, pois a prende a uma posição determinada quando nasce (embora, segundo o que li, as coisas estejam menos rígidas atualmente), e cabe aos desafortunados que pertencem a certos subgrupos da casta mais baixa, conhecida como "os intocáveis", um trabalha popularmente chamado de scavenger, termo inglês usado originalmente para denominar animais que comem carniça. Os scavengers são pessoas que esvaziam fossas e desentopem bueiros, o que normalmente já não é muito agradável, mas, nesse caso, chega a ser desumano: eles não usam nenhum tipo de proteção para fazer o serviço, liralmente entram no monte de fezes e as pegam com as mãos, colocando-as em cestas que depois são carregadas sobre a cabeça; em épocas de muita chuva, esta dilui as fezes, que escorrem sobre o rosto da pessoa. E pra piorar ainda mais é preciso acrescentar que essa situação é levada com muita naturalidade pela sociedade indiana. Só pra citar, a base dessa divisão em castas é uma religião, o hinduísmo.
No Brasil, que é de maior interesse para nós, o quadro não é tão ruim, o que não significa que seja bom. Em 2000, mais da metade da população não tinha acesso à rede coletora de esgoto, por exemplo. Outro dado preocupante é que, apesar de o serviço de coleta de lixo estar bastante presente, a maioria das cidades despeja os resíduos a céu aberto e sem tratamento algum. Como se pode deduzir, os piores índices vêm das regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, e os melhores, da região Sudeste.
Para mais informações, veja links abaixo.
Um ponto que acho importante ressaltar é que esse descaso do ser humano faz com que a natureza sofra também. Não tratamos o meio ambiente com o zelo necessário nem mesmo à nossa sobrevivência. Como já falei anteriormente, essas nossas ações podem acabar com muitas formas de vida e mudar profundamente a paisagem, porém dificilmente vão causar danos irrecuperáveis ao planeta. Já a nossa própria espécie tem passado por maus momentos.

Fonte das informações e links relacionados:
Um abraço
Não reclamem mais dos seus empregos!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Problemas no blog

Devido a alguns probleminhas no blog, tive que migrar os posts a uma nova conta nessa última terça-feira. Em decorrência disso, os comentários deixados pelos visitantes foram perdidos; na verdade, "perdidos" não seria o termo correto, já que eles ainda estão presentes na conta antiga, porém não estão mais visíveis ao público. Peço desculpas àqueles que comentaram pelo ocorrido, se puderem (ou quiserem), comentem novamente naqueles ou nos futuros posts. Aproveitei a migração pra mudar o visual do blog, espero que gostem.

Um grande abraço