Nunca demorei tanto para postar alguma coisa aqui. Não foi falta do que escrever, mas uma parcial falta de tempo aliada a um desânimo nas horas em que eu o tinha.
Há semanas - talvez meses - pensava em disponibilizar aqui algo que escrevi em meados de agosto ou setembro do ano passado. Vou aproveitar agora, já que estamos vivendo as comemorações de um ano do texto, para trazê-lo a público. E, ao menos pelo que presencio diariamente, trata-se de uma produção atemporal, sendo aplicável à época em que a imaginei, a todo período anterior que consegui analisar, e a tudo que aconteceu depois. Segue abaixo uma versão revisada:
"Estava eu lendo Nietzsche quando me deparei com questões sobre altruísmo e egoísmo. Por minhas experiências e reflexões, auxiliado pela lógica, sou capaz de afirmar que o altruísmo inexiste. Com certeza muitos não conseguem enxergar essa verdade - assim como inúmeras outras - mesmo que ela esteja escancarada na sua frente. Não que esteja realmente, ou necessariamente, mas se estivesse ainda assim haveria os que não podem e, o que é mais lamentável, os que não querem enxergá-la.
A verdade é que o altruísmo se resume ao que se pode chamar de "egoísmo moralmente aceitável". É o conjunto de atitudes tomadas por um interesse sutil, talvez até pequeno, mas inevitavelmente presente; e ainda que não seja insignificante o bastante para passar despercebido, se for considerado justo pela sociedade, fará com que o egoísmo mude de nome, vestindo uma roupa mais bonita e tornando-se admirável.
Enganam-se os que imaginam que isto seja uma crítica às ações ditas altruístas. É uma crítica, sim, mas aos que deixam aos outros a tarefa de julgar a qualidade e justiça de seus interesses, e também a esses outros, que se acham em posição para executar tais julgamentos senão para seu próprio aprendizado e crescimento."
Acredito que este texto é importante porque pode servir como base para futuras postagens, já que vários assuntos de grande valia se relacionam a ele.
Um abraço a todos
Estou de volta (espero)
domingo, 7 de setembro de 2008
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