No último post, falei sobre a gratuidade do transporte para idosos e isso me fez pensar sobre assuntos relacionados. Ou melhor, voltar a pensar, porque esse tipo de coisa de vez em quando surge na minha mente.
No fundo o que discuto mesmo é a questão da diferença de tratamento. Entre as tantas existentes, se destaca a que há entre os sexos.
O mundo sempre foi machista, mas há algum tempo o movimento feminista tem conseguido causar enormes mudanças, revoluções mesmo. Isso é visível e não acho ruim, pelo contrário. Mas se as mulheres lutam por direitos iguais, não é injusto pensar em deveres iguais também. Não podemos cometer o mesmo erro novamente e apenas inverter as posições. Porém essa questão geralmente é levada com extremismo pelos dois lados e nunca é discutida racionalmente. Como na maior parte das discussões, ambos entram para "ganhá-la", não para chegar a um consenso. É claro que apenas palavras não mudam as coisas, mas são o princípio, e, se nem isso funciona, então temos um problema. Um outro erro que aparentemente é bastante comum é pensar-se em igualdade absoluta. Isso não existe, somos diferentes tanto como grupos (masculino e feminino) quanto como indivíduos. O objetivo então passa a ser encontrar o equilíbrio para satisfazer o máximo possível todos os envolvidos. E tenho motivos pra acreditar que não é tão difícil quanto parece.
Apesar de eu ter reduzido os comentários a um problema específico, acho que, fazendo pequenas adaptações, o que foi dito pode ser usado para qualquer caso análogo.
Aproveito o ensejo para reforçar os meus protestos de elevada estima e distinta consideração.
Termos em que
Digo até logo.
sábado, 9 de fevereiro de 2008
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